Today is gonna be the day...
...em que tudo está bem quando acaba mais ou menos. Ganharam-se 10cm ao destino, à bruta, pelo pescoço mesmo. Espera-se ansiosamente o extended mix do mesmo tema, que eu nem no Pro Evolution Soccer admito perder contra a Venezuela.
Quando este blog começou ainda nenhum de nós aparecia na imprensa escrita. terumblogegay@gmail.com
29.6.07
27.6.07
Check the meaning
Main Entry: in·ep·ti·tude
Pronunciation: (")i-'nep-t&-"tüd, -"tyüd
Function: noun
Etymology: Latin ineptitudo, from ineptus
: the quality or state of being inept; especially : INCOMPETENCE
Está no Merriam-Webster. Assim como está na minha vida. Mas há situações que nem aqui podem ser expurgadas. Ou principalmente não aqui. A Grande Ordem Cósmica dá-me o que o meu cérebro me tira. E o que durante uma hora foi "nunca mais", num segundo passou a ser "já hoje" e acabou por ficar "para a próxima". Neste momento tenho saudades do álcool. Neste momento não quero estar na minha pele. Neste momento queria não ter mesmo encontrado as chaves de casa, queria mesmo tê-las mandado pela janela para não poder sair daqui ninguém hoje. Nenhum de nós dois. Fica para a próxima, que a esperança média de vida dá-me mais uns 50 anos para tentar ultrapassar os 10cms que separaram os nossos lábios.
Main Entry: in·ep·ti·tude
Pronunciation: (")i-'nep-t&-"tüd, -"tyüd
Function: noun
Etymology: Latin ineptitudo, from ineptus
: the quality or state of being inept; especially : INCOMPETENCE
Está no Merriam-Webster. Assim como está na minha vida. Mas há situações que nem aqui podem ser expurgadas. Ou principalmente não aqui. A Grande Ordem Cósmica dá-me o que o meu cérebro me tira. E o que durante uma hora foi "nunca mais", num segundo passou a ser "já hoje" e acabou por ficar "para a próxima". Neste momento tenho saudades do álcool. Neste momento não quero estar na minha pele. Neste momento queria não ter mesmo encontrado as chaves de casa, queria mesmo tê-las mandado pela janela para não poder sair daqui ninguém hoje. Nenhum de nós dois. Fica para a próxima, que a esperança média de vida dá-me mais uns 50 anos para tentar ultrapassar os 10cms que separaram os nossos lábios.
26.6.07
19.6.07
15.6.07
Blind Pilots
I hope you never change
I hope you never go
I hope you always keep
Our little secrets though
But how'd we get here
At this height
And what's this talk of
Dead weight
I know we always drink
But we don't always fight
The landing lights are on
But we're just out of sight
Cos this thing's mobile
There's still wheels
And I'm not done yet
So hang on
You came along to change the grade
To raise the bar I'd made of late
You came along to raise the stakes
To tend to me and my mistakes
I can't pretend that I could be
The man you said you saw in me
But hang around and I'll try and land this thing
No-one came
No-one saw
Someone pass the manual
And soon I'll go away
I'll see you at the door
So go put David on
Read about the war
We're just blind pilots
In strange planes
Back seat drivers
In dead cars
You came along to change the grade
To raise the bar I'd made of late
You came along to raise the stakes
To tend to me and my mistakes
I can't pretend that I could be
The man you said you saw in me
But hang around and I'll try and land this thing
Yeah I made a list of all the things
That I could change how I could win
I can't and I refuse to say
The wheels have slowly come away
I pray to God my soul to keep
Cos I could never stand the heat
But hang around and I'll try and land this thing
No-one came
No-one saw
Someone pass the manual
The Cooper Temple Clause. Já tinha pensado nesta música como título de post, depois reparei que apesar de a conhecer, não a tinha em mp3. Fui sacá-la. Era a mesma que ouvi no banco de trás dum carro há umas três semanas. Que ouvi com "alguém" ao lado. Está lá tudo. Tenho medo que esteja até demais. Portanto em vez de escrever um post, transcrevi a letra. Porque tenho medo.
I hope you never change
I hope you never go
I hope you always keep
Our little secrets though
But how'd we get here
At this height
And what's this talk of
Dead weight
I know we always drink
But we don't always fight
The landing lights are on
But we're just out of sight
Cos this thing's mobile
There's still wheels
And I'm not done yet
So hang on
You came along to change the grade
To raise the bar I'd made of late
You came along to raise the stakes
To tend to me and my mistakes
I can't pretend that I could be
The man you said you saw in me
But hang around and I'll try and land this thing
No-one came
No-one saw
Someone pass the manual
And soon I'll go away
I'll see you at the door
So go put David on
Read about the war
We're just blind pilots
In strange planes
Back seat drivers
In dead cars
You came along to change the grade
To raise the bar I'd made of late
You came along to raise the stakes
To tend to me and my mistakes
I can't pretend that I could be
The man you said you saw in me
But hang around and I'll try and land this thing
Yeah I made a list of all the things
That I could change how I could win
I can't and I refuse to say
The wheels have slowly come away
I pray to God my soul to keep
Cos I could never stand the heat
But hang around and I'll try and land this thing
No-one came
No-one saw
Someone pass the manual
The Cooper Temple Clause. Já tinha pensado nesta música como título de post, depois reparei que apesar de a conhecer, não a tinha em mp3. Fui sacá-la. Era a mesma que ouvi no banco de trás dum carro há umas três semanas. Que ouvi com "alguém" ao lado. Está lá tudo. Tenho medo que esteja até demais. Portanto em vez de escrever um post, transcrevi a letra. Porque tenho medo.
12.6.07
Fugitive Motel
Sempre a teoria do mal menor. Entre o coração partido durante os seis meses em que não nos vimos e a angústia de agora que já nos vemos outra vez a espera ser outra. Entre o mundo inteiro a separar-nos e aquele palmo em que nenhum dos dois avança. E com isto vêm as dúvidas, as crises, a vontade de me esconder do mundo para me deixar angustiar onde ninguém veja, os sonhos em que se acorda sempre cedo demais e sempre sozinho demais, a depressão quando uma vez o telefone chama até eu desistir, mesmo que eu saiba (ou queira acreditar) que já deve ser tarde para ligar. As músicas lamechas que se ouvem e as outras todas que de repente ganham sentidos lamechas incutidos pelo que me vai na cabeça. Depois um dia não sou eu a perguntar quando é que nos voltamos a ver, e não sou eu o primeiro a mandar "beijinhos" no fim da chamada e ganho euforicamente o dia. Mas ainda espero pelo segundo em que eles vão ser mesmo dados e não ditos...
Sempre a teoria do mal menor. Entre o coração partido durante os seis meses em que não nos vimos e a angústia de agora que já nos vemos outra vez a espera ser outra. Entre o mundo inteiro a separar-nos e aquele palmo em que nenhum dos dois avança. E com isto vêm as dúvidas, as crises, a vontade de me esconder do mundo para me deixar angustiar onde ninguém veja, os sonhos em que se acorda sempre cedo demais e sempre sozinho demais, a depressão quando uma vez o telefone chama até eu desistir, mesmo que eu saiba (ou queira acreditar) que já deve ser tarde para ligar. As músicas lamechas que se ouvem e as outras todas que de repente ganham sentidos lamechas incutidos pelo que me vai na cabeça. Depois um dia não sou eu a perguntar quando é que nos voltamos a ver, e não sou eu o primeiro a mandar "beijinhos" no fim da chamada e ganho euforicamente o dia. Mas ainda espero pelo segundo em que eles vão ser mesmo dados e não ditos...
8.6.07
Enjoy the Silence
Quando me apetecer escrever sobre não me apetecer escrever, eu aviso!
Etiquetas: cabeça noutro lado, propostas de trabalho que não são bem "aquilo" mas também não são nada más, agora que já dou entrevistas em directo na televisão não preciso disto para nada, ...muito menos de me lembrar dos aniversários de velhos amigos, sou uma besta e essa é que é essa, Atrozela, The Smiths - Shakespeare's Sister está lá tudo
Quando me apetecer escrever sobre não me apetecer escrever, eu aviso!
Etiquetas: cabeça noutro lado, propostas de trabalho que não são bem "aquilo" mas também não são nada más, agora que já dou entrevistas em directo na televisão não preciso disto para nada, ...muito menos de me lembrar dos aniversários de velhos amigos, sou uma besta e essa é que é essa, Atrozela, The Smiths - Shakespeare's Sister está lá tudo
4.6.07
23.5.07
Whisky Boat
Foi preciso pegarem fogo ao Cutty Sark para eu ficar a saber que um dos barcos mais famosos da História não só já foi português como alguém teve a arte de o rebaptizar de Maria do Amparo...qualquer dia a TAP podia comprar um dos Concordes ao abandono só para lhe chamar Santinha da Ladeira.
Foi preciso pegarem fogo ao Cutty Sark para eu ficar a saber que um dos barcos mais famosos da História não só já foi português como alguém teve a arte de o rebaptizar de Maria do Amparo...qualquer dia a TAP podia comprar um dos Concordes ao abandono só para lhe chamar Santinha da Ladeira.
Ten-year reunion
Place des Grands Hommes - Patrick Bruel
On s'était dit rendez-vous dans 10 ans
Même jour, même heure, même port
On verra quand on aura 30 ans
Sur les marches de la place des grands hommes
Le jour est venu et moi aussi
Mais je ne veux pas être le premier
Si on avait plus rien à se dire et si et si
Je fais des détours dans le quartier
C'est fou qu'un crépuscule de printemps
Rappelle le même crépuscule qu'il y a 10 ans
Trottoirs usés par les regards baissés
Qu'est-ce-que j'ai fais de ces années?
J'ai pas flotté tranquille sur l'eau?
Je n'ai pas nagé le vent dans le dos
Dernière ligne droite, la rue Souflot
Combien seront la 4, 3, 2,1...0?
On s'était dit rendez-vous dans 10 ans
Même jour, même heure, même port
On verra quand on aura 30 ans
Sur les marches de la place des grands hommes
J'avais eu si souvent eu envie d'elle
La belle Séverine me regardera-t-elle?
Eric voulait explorer le subconscient
Remonte-t-il de la surface de temps en temps
J'ai un peu peur de traverser l'miroir
Si j'y allais pas j'me serais trompé d'un soir
Devant une vitrine d'antiquité
J'imagine les retrouvailles de l'amitié
"T'as pas changé, qu'est-ce que tu deviens ?
Tu t'es mariée, t'as trois gamins
T'as réussi, tu fais médecin
Et toi Pascale, tu t'marres toujours pour rien ?"
On s'était dit rendez-vous dans 10 ans
Même jour, même heure, même port
On verra quand on aura 30 ans
Sur les marches de la place des grands hommes
J'ai connu des marées hautes et des marées basses
Comme vous, comme vous, comme vous
J'ai rencontré des tempêtes et des bourrasques
Comme vous, comme vous, comme vous
Chaque amour morte a une nouvelle, a fait place
Et vous, et vous et vous
Et toi Marco qui ambitionnait simplement être heureux dans la vie
As-tu réussi ton pari!
Et toi Francois, et toi Laurence, et toi Marion
Et toi Gégé et toi Bruno, et toi Evelyne
Et bien c'est formidable les copains!
On s'est tout dit, on s'sert la main
On ne peut pas mettre 10 ans sur table
Comme on étale ses lettres au Scrabble
Dans la vitrine je vois le reflet
D'une lycéenne derrière moi
Si elle part a gauche, je la suivrai
Si c'est a droite attendez-moi!
Attendez-moi! Attendez-moi! Attendez-moi
On s'était dit rendez-vous dans 10 ans
Même jour, même heure, même port
On verra quand on aura 30 ans
Si ont est d'venue des grands hommes
Des grands hommes
Des grands hommes
Place des Grands Hommes - Patrick Bruel
On s'était dit rendez-vous dans 10 ans
Même jour, même heure, même port
On verra quand on aura 30 ans
Sur les marches de la place des grands hommes
Le jour est venu et moi aussi
Mais je ne veux pas être le premier
Si on avait plus rien à se dire et si et si
Je fais des détours dans le quartier
C'est fou qu'un crépuscule de printemps
Rappelle le même crépuscule qu'il y a 10 ans
Trottoirs usés par les regards baissés
Qu'est-ce-que j'ai fais de ces années?
J'ai pas flotté tranquille sur l'eau?
Je n'ai pas nagé le vent dans le dos
Dernière ligne droite, la rue Souflot
Combien seront la 4, 3, 2,1...0?
On s'était dit rendez-vous dans 10 ans
Même jour, même heure, même port
On verra quand on aura 30 ans
Sur les marches de la place des grands hommes
J'avais eu si souvent eu envie d'elle
La belle Séverine me regardera-t-elle?
Eric voulait explorer le subconscient
Remonte-t-il de la surface de temps en temps
J'ai un peu peur de traverser l'miroir
Si j'y allais pas j'me serais trompé d'un soir
Devant une vitrine d'antiquité
J'imagine les retrouvailles de l'amitié
"T'as pas changé, qu'est-ce que tu deviens ?
Tu t'es mariée, t'as trois gamins
T'as réussi, tu fais médecin
Et toi Pascale, tu t'marres toujours pour rien ?"
On s'était dit rendez-vous dans 10 ans
Même jour, même heure, même port
On verra quand on aura 30 ans
Sur les marches de la place des grands hommes
J'ai connu des marées hautes et des marées basses
Comme vous, comme vous, comme vous
J'ai rencontré des tempêtes et des bourrasques
Comme vous, comme vous, comme vous
Chaque amour morte a une nouvelle, a fait place
Et vous, et vous et vous
Et toi Marco qui ambitionnait simplement être heureux dans la vie
As-tu réussi ton pari!
Et toi Francois, et toi Laurence, et toi Marion
Et toi Gégé et toi Bruno, et toi Evelyne
Et bien c'est formidable les copains!
On s'est tout dit, on s'sert la main
On ne peut pas mettre 10 ans sur table
Comme on étale ses lettres au Scrabble
Dans la vitrine je vois le reflet
D'une lycéenne derrière moi
Si elle part a gauche, je la suivrai
Si c'est a droite attendez-moi!
Attendez-moi! Attendez-moi! Attendez-moi
On s'était dit rendez-vous dans 10 ans
Même jour, même heure, même port
On verra quand on aura 30 ans
Si ont est d'venue des grands hommes
Des grands hommes
Des grands hommes
11.5.07
9.5.07
8.5.07
6.5.07
European tour they tree
Acordar em Verona, que é muito melhor que Pau e rima com coisas tipo "testosterona". arranque final até Viena. Rapidamente se chega à zona de fronteira com a Áustria, mais uma paisagem deslumbrante: Alpes, vales, cascatas, neve lá em cima, aldeiazinhas cá em baixo. Mais uma parafernália de viadutos e túneis, onde um qualquer Sá Fernandes desta vida se deliciaria a disparar embargos. Primeira área de servico em solo austríaco é um paraíso. O restaurante local parecia um salao gastronómico, com esplanada e espreguicadeiras e vista sobre um lago com barcos à vela e mais Alpes ao longe e sol e eu para me habituar à gastronomia local fui comer ao Burger King. No regresso ao carro, a ignicao tem o afundamento final. Única solucao aparente é tentar desmontar o tablier para apanhar o canhao por algum orifício perto dos pedais. Ia saindo da área de servico de ambulancia, é o que é. E nao reguei a Vito com gasolina nao sei como. Ia levar tanta biqueirada no acelerador para compensar o tempo perdido...
Pois ia. 60% dos 360km da fronteira até Viena estao em obras, com limites a variar entre 60, 80 e 100km/h, cumpridos escrupulosamente por esta cambada de tótós que está há tantos anos ao lado da Itália e ainda nao aprendeu aparentemente nada.
Chegada ao fim da tarde a Viena, início de montagem do stand no Austria Center, carro parado à papo-seco à porta do monta-cargas e quem vier a seguir que se lixe com um F grandote. Durante algumas horas. Nesta terra aparentemente a malta mais simpática sao os segurancas. O do monta-cargas ficou espantadíssimo quando percebeu que tínhamos vindo de carro de Portugal e tem um amigo tuga que lhe chama "paneleiro" e ele pensa que é um termo amigável. Já está avisado, em todo o caso.
Acordar em Verona, que é muito melhor que Pau e rima com coisas tipo "testosterona". arranque final até Viena. Rapidamente se chega à zona de fronteira com a Áustria, mais uma paisagem deslumbrante: Alpes, vales, cascatas, neve lá em cima, aldeiazinhas cá em baixo. Mais uma parafernália de viadutos e túneis, onde um qualquer Sá Fernandes desta vida se deliciaria a disparar embargos. Primeira área de servico em solo austríaco é um paraíso. O restaurante local parecia um salao gastronómico, com esplanada e espreguicadeiras e vista sobre um lago com barcos à vela e mais Alpes ao longe e sol e eu para me habituar à gastronomia local fui comer ao Burger King. No regresso ao carro, a ignicao tem o afundamento final. Única solucao aparente é tentar desmontar o tablier para apanhar o canhao por algum orifício perto dos pedais. Ia saindo da área de servico de ambulancia, é o que é. E nao reguei a Vito com gasolina nao sei como. Ia levar tanta biqueirada no acelerador para compensar o tempo perdido...
Pois ia. 60% dos 360km da fronteira até Viena estao em obras, com limites a variar entre 60, 80 e 100km/h, cumpridos escrupulosamente por esta cambada de tótós que está há tantos anos ao lado da Itália e ainda nao aprendeu aparentemente nada.
Chegada ao fim da tarde a Viena, início de montagem do stand no Austria Center, carro parado à papo-seco à porta do monta-cargas e quem vier a seguir que se lixe com um F grandote. Durante algumas horas. Nesta terra aparentemente a malta mais simpática sao os segurancas. O do monta-cargas ficou espantadíssimo quando percebeu que tínhamos vindo de carro de Portugal e tem um amigo tuga que lhe chama "paneleiro" e ele pensa que é um termo amigável. Já está avisado, em todo o caso.
5.5.07
European tour day 2
Deopis de pousado o focinho por meia dúzia de horas no Cao Panilas de Pau, mais uma arrancada fulgurante rumo a Viena de Áustria (que fica mais perto de Paris de Franca do que de Viena do Castelo). Travessia do país do ratatouille ao longo dos Pirinéus ao amanhecer, uma visao bem melhor do que imaginar a figura do Mister Pau 2007. Um amigo na véspera da partida recomendou que nao passasse dos 140km/h em Franca, que a bófia é tramada e o diabo a sete...Bateu-se nos 180 sem ser minimamente perturbado. Paragem a meio da manha para reabastecer a Vito e o nosso próprio organismo, deu uma certa vontade de raptar a miúda da área de servico que era uma espécie de Kirsten Dunst ligeiramente mais sardenta (inserir aqui alguma piada foleira respeitante a "sardas").
Cote d'Azur por aí acima, Cannes, St. Tropez, outra paragem para comer qualquer coisa a meio da tarde e 2 Mirages em sentido contrário...felizmente uns 20 metros acima. A aproximacao a Nice faz-se notar pela presenca de palmeiras no separador central da auto-estrada. Outro campeonato. Já me sinto mais em casa. Desvio obrigatório no Mónaco. Recusava-me a seguir viagem sem dar uma voltinha lá. Bela merda, só os Super Aguri é que fizeram pior tempo. O aparato já está todo montado: bancadas, pódio, iates...
Entrada pelo trajecto dos Fórmula 1, saída pelo trajecto dos WRC. Até na Vito dá gozo, e desejo ardentemente que o meu MX5 nao morra sem conhecer aquele percurso.
Segue-se Itália, terra do gorgonzola, da Rita Pavone, da Gigliolla Cinquetti, do Adriano Celentano, basicamente nada de jeito que me lembre à entrada. Ah, pois...a terra dos Ferraris e Lamborghinis e afins e dos gajos que mesmo nao os tendo, conduzem como se os tivessem. Uma pequena guerra civil, portanto. 80 túneis (se a CREL foi o escabeche que foi e só tem 2, aqueles gajos devem ter comecado a auto-estrada no tempo dos romanos) em cerca de 30km, gancho e contra-gancho para fazer de prego a fundo, que o gajo do Lancia Y nao se pode ficar a rir! Distraccao de 7 segundos para checkar o GPS e de repente tenho uma coisa cinzenta a sair-me dos dois lados do retrovisor...um Scaglietti. Salto para a direita que nao estamos aqui para chatear ninguém com carros que nao possamos voltar a passar na próxima curva. Jantar em Piacenza, com vista para o Milan vs. Man Utd. Segue-se para Verona, uma terra com nome decente, para variar.
Mencao final para a gaja disléxica do GPS. Uma Madalena que deve ter vindo da Letónia há pouco tempo e passa a vida a falar em "outundas" nas quais se deve sair na "terceiroa sáida" e depois "vire-a à direita". Acho que ela quer festa, a vida de voz-off de GPS deve ser deprimente. Pelo sim pelo nao anda comigo no bolso para todo o lado, para algum momento de fraqueza.
Deopis de pousado o focinho por meia dúzia de horas no Cao Panilas de Pau, mais uma arrancada fulgurante rumo a Viena de Áustria (que fica mais perto de Paris de Franca do que de Viena do Castelo). Travessia do país do ratatouille ao longo dos Pirinéus ao amanhecer, uma visao bem melhor do que imaginar a figura do Mister Pau 2007. Um amigo na véspera da partida recomendou que nao passasse dos 140km/h em Franca, que a bófia é tramada e o diabo a sete...Bateu-se nos 180 sem ser minimamente perturbado. Paragem a meio da manha para reabastecer a Vito e o nosso próprio organismo, deu uma certa vontade de raptar a miúda da área de servico que era uma espécie de Kirsten Dunst ligeiramente mais sardenta (inserir aqui alguma piada foleira respeitante a "sardas").
Cote d'Azur por aí acima, Cannes, St. Tropez, outra paragem para comer qualquer coisa a meio da tarde e 2 Mirages em sentido contrário...felizmente uns 20 metros acima. A aproximacao a Nice faz-se notar pela presenca de palmeiras no separador central da auto-estrada. Outro campeonato. Já me sinto mais em casa. Desvio obrigatório no Mónaco. Recusava-me a seguir viagem sem dar uma voltinha lá. Bela merda, só os Super Aguri é que fizeram pior tempo. O aparato já está todo montado: bancadas, pódio, iates...
Entrada pelo trajecto dos Fórmula 1, saída pelo trajecto dos WRC. Até na Vito dá gozo, e desejo ardentemente que o meu MX5 nao morra sem conhecer aquele percurso.
Segue-se Itália, terra do gorgonzola, da Rita Pavone, da Gigliolla Cinquetti, do Adriano Celentano, basicamente nada de jeito que me lembre à entrada. Ah, pois...a terra dos Ferraris e Lamborghinis e afins e dos gajos que mesmo nao os tendo, conduzem como se os tivessem. Uma pequena guerra civil, portanto. 80 túneis (se a CREL foi o escabeche que foi e só tem 2, aqueles gajos devem ter comecado a auto-estrada no tempo dos romanos) em cerca de 30km, gancho e contra-gancho para fazer de prego a fundo, que o gajo do Lancia Y nao se pode ficar a rir! Distraccao de 7 segundos para checkar o GPS e de repente tenho uma coisa cinzenta a sair-me dos dois lados do retrovisor...um Scaglietti. Salto para a direita que nao estamos aqui para chatear ninguém com carros que nao possamos voltar a passar na próxima curva. Jantar em Piacenza, com vista para o Milan vs. Man Utd. Segue-se para Verona, uma terra com nome decente, para variar.
Mencao final para a gaja disléxica do GPS. Uma Madalena que deve ter vindo da Letónia há pouco tempo e passa a vida a falar em "outundas" nas quais se deve sair na "terceiroa sáida" e depois "vire-a à direita". Acho que ela quer festa, a vida de voz-off de GPS deve ser deprimente. Pelo sim pelo nao anda comigo no bolso para todo o lado, para algum momento de fraqueza.
4.5.07
European Tour (day 1)
Cheguei a Viena às 5 da tarde. Vivo, de boa saúde, com a pele à volta das unhas em carne viva por causa da merda da ignicao da Mercedes Vito que decidiu soltar-se do encaixe e afundar pelas profundezas do tablier adentro. Guerra sangrenta (literalmente) garantida de cada vez que se desligava o motor para voltar a pescar a dita pecinha...
Quanto à viagem propriamente dita, o roteiro se tivesse sido escolhido por uma agencia de sightseeing tours nunca teria sido melhor. Primeiro dia pela península acima, all the way to a town called Pau. A travessia dos Pirinéus ao fim da tarde é qualquer coisinha, tal como o aglomerado de camioes TIR ao pé da fronteira, a fazer tempo para as duas horinhas em que podem passar a fronteira (das 22 às 00h). Quando quiserem fazer muito mal a alguém, paguem-lhe(s) umas férias em San Sebastian, o factor "aroma a fábrica de celulose" é potencialmente mortífero. Jantar logo do lado de franciú da fronteira, porque os franceses sempre sao mais de fiar em termos gastronómicos do que os espanhóis. Dormida na supra-referida terra com o lindo nome de Pau, num hotel Campanile (que pode eventualmente soar a "cao panilas", principalmente quando já se está de pé atrás por causa do nome da terra). Cartazes na rua a anunciar a eleicao de Miss e Mister Pau 2007, já para a semana. Fiquei com a sensacao de que nao vou querer conhece-los...
Cheguei a Viena às 5 da tarde. Vivo, de boa saúde, com a pele à volta das unhas em carne viva por causa da merda da ignicao da Mercedes Vito que decidiu soltar-se do encaixe e afundar pelas profundezas do tablier adentro. Guerra sangrenta (literalmente) garantida de cada vez que se desligava o motor para voltar a pescar a dita pecinha...
Quanto à viagem propriamente dita, o roteiro se tivesse sido escolhido por uma agencia de sightseeing tours nunca teria sido melhor. Primeiro dia pela península acima, all the way to a town called Pau. A travessia dos Pirinéus ao fim da tarde é qualquer coisinha, tal como o aglomerado de camioes TIR ao pé da fronteira, a fazer tempo para as duas horinhas em que podem passar a fronteira (das 22 às 00h). Quando quiserem fazer muito mal a alguém, paguem-lhe(s) umas férias em San Sebastian, o factor "aroma a fábrica de celulose" é potencialmente mortífero. Jantar logo do lado de franciú da fronteira, porque os franceses sempre sao mais de fiar em termos gastronómicos do que os espanhóis. Dormida na supra-referida terra com o lindo nome de Pau, num hotel Campanile (que pode eventualmente soar a "cao panilas", principalmente quando já se está de pé atrás por causa do nome da terra). Cartazes na rua a anunciar a eleicao de Miss e Mister Pau 2007, já para a semana. Fiquei com a sensacao de que nao vou querer conhece-los...
30.4.07
Get outta town

Walked in the cold air
Freezing breath on a window plane
Lying and waiting
A man in the dark in a picture frame
So mystic and soulful
A voice reaching out in a piercing cry
It stays with you until
The feeling has gone only you and I
It means nothing to me
This means nothing to me
Oh, Vienna
The music is weaving
Haunting notes, pizzicato strings
The rhythm is calling
Alone in the night as the daylight brings
A cool empty silence
The warmth of your hand and a cold grey sky
It fades to the distance
The image has gone only you and I
It means nothing to me
This means nothing to me
Oh, Vienna
This means nothing to me
This means nothing to me
Oh, Vienna
(Conto voltar ainda a tempo de ver o Alex por cá)

Walked in the cold air
Freezing breath on a window plane
Lying and waiting
A man in the dark in a picture frame
So mystic and soulful
A voice reaching out in a piercing cry
It stays with you until
The feeling has gone only you and I
It means nothing to me
This means nothing to me
Oh, Vienna
The music is weaving
Haunting notes, pizzicato strings
The rhythm is calling
Alone in the night as the daylight brings
A cool empty silence
The warmth of your hand and a cold grey sky
It fades to the distance
The image has gone only you and I
It means nothing to me
This means nothing to me
Oh, Vienna
This means nothing to me
This means nothing to me
Oh, Vienna
(Conto voltar ainda a tempo de ver o Alex por cá)
28.4.07
27.4.07
Waiting Game
Pouca coisa para dizer, então não se diz nada. Nos blogs como na vida real. Discos comprados em Londres, para parecer que ainda estou lá. Hats off to The View, putos (começar a reconhecer bandas de que se gosta como "putos" é um sinal definitivo de velhice...e de muitas outras coisas) escoceses que pegaram no produtor do Definitely Maybe e nas pegadas dos Libertines e ainda esta tarde me deixaram com pele de galinha meia hora a ouvir o Face for the Radio em loop, como eu odeio que qualquer outra pessoa faça à minha frente. Cooper Temple Clause com mais um álbum como o primeiro, para trepar as paredes, fazer o pino no telhado, voltar para baixo e procurar alguém para abraçar urgentemente. Acabaram ontem, quando eu tirava as medidas a uma ida a Madrid para vê-los no Primavera Sound. Fiquei órfão duma banda que me pôs aos saltos no quarto, aos berros no carro e a chorar convulsivamente quando me caiu a Murder Song na playlist dum dia demasiado mau para ter sido verdade.
Um dia vou conseguir perceber o mecanismo cósmico que atira inevitavelmente uma melga para o meio duma conversa que se quer ter até ao fim na noite, da manhã seguinte, da vida toda, o tempo necessário para se rasgar a pele até mostrar a alma toda. É preciso ter karma. O meu horóscopo para a noite tinha melhores previsões para a parte financeira, aparentemente.
Agora ia para a cama sonhar que Outubro não tinha acabado, mas está um alarme a tocar do outro lado da rua...depois até era gajo para dormir qualquer coisa.
Pouca coisa para dizer, então não se diz nada. Nos blogs como na vida real. Discos comprados em Londres, para parecer que ainda estou lá. Hats off to The View, putos (começar a reconhecer bandas de que se gosta como "putos" é um sinal definitivo de velhice...e de muitas outras coisas) escoceses que pegaram no produtor do Definitely Maybe e nas pegadas dos Libertines e ainda esta tarde me deixaram com pele de galinha meia hora a ouvir o Face for the Radio em loop, como eu odeio que qualquer outra pessoa faça à minha frente. Cooper Temple Clause com mais um álbum como o primeiro, para trepar as paredes, fazer o pino no telhado, voltar para baixo e procurar alguém para abraçar urgentemente. Acabaram ontem, quando eu tirava as medidas a uma ida a Madrid para vê-los no Primavera Sound. Fiquei órfão duma banda que me pôs aos saltos no quarto, aos berros no carro e a chorar convulsivamente quando me caiu a Murder Song na playlist dum dia demasiado mau para ter sido verdade.
Um dia vou conseguir perceber o mecanismo cósmico que atira inevitavelmente uma melga para o meio duma conversa que se quer ter até ao fim na noite, da manhã seguinte, da vida toda, o tempo necessário para se rasgar a pele até mostrar a alma toda. É preciso ter karma. O meu horóscopo para a noite tinha melhores previsões para a parte financeira, aparentemente.
Agora ia para a cama sonhar que Outubro não tinha acabado, mas está um alarme a tocar do outro lado da rua...depois até era gajo para dormir qualquer coisa.
25.4.07
Piercing
Fiz o meu 1º furo aos 18! Ainda me recordo, e ainda o tenho guardado. Furado no dia do concerto de Smashing Pumpkins em Belém! Problemas paternais, pressão familiar e acabei por tira-lo!
Refiz o furo mais tarde, lá para os 20 anos, mas não ficou muito tempo. Tomei consciência que o fiz pelas razões erradas.
Passado pouco tempo acabei por o fazer, agora sim, pelas razões certas, e até hoje nunca se ninguém se queixou. Lá está! Até hoje. Por alguma razão, que não tem explicação, o meu pai decidiu voltar a carga! 3anos depois! Não faz sentido!
(Já percebi que esta não será a melhor altura que estou a pensar fazer um segundo)
Fiz o meu 1º furo aos 18! Ainda me recordo, e ainda o tenho guardado. Furado no dia do concerto de Smashing Pumpkins em Belém! Problemas paternais, pressão familiar e acabei por tira-lo!
Refiz o furo mais tarde, lá para os 20 anos, mas não ficou muito tempo. Tomei consciência que o fiz pelas razões erradas.
Passado pouco tempo acabei por o fazer, agora sim, pelas razões certas, e até hoje nunca se ninguém se queixou. Lá está! Até hoje. Por alguma razão, que não tem explicação, o meu pai decidiu voltar a carga! 3anos depois! Não faz sentido!
(Já percebi que esta não será a melhor altura que estou a pensar fazer um segundo)
23.4.07
Perguntas sem resposta
"Discuss the role streets and squares/plazas/piazzas have played in the cultural life of cities. Contrast the importance of 'shaping the site' and room-like spaces in 'traditional city plans with the Modern Movement/CIAM's attitude to planning. You should consider how the Roman 'art of memory' used urban spaces and discuss the possible consequences of the destruction of such arrangements in the modern world, using Jung's theories of the Collective Unconscious as a point of reference."
"Discuss the role streets and squares/plazas/piazzas have played in the cultural life of cities. Contrast the importance of 'shaping the site' and room-like spaces in 'traditional city plans with the Modern Movement/CIAM's attitude to planning. You should consider how the Roman 'art of memory' used urban spaces and discuss the possible consequences of the destruction of such arrangements in the modern world, using Jung's theories of the Collective Unconscious as a point of reference."
17.4.07
Happiness in magazines
Sol, calor, capota aberta e discos a tocar aos berros. Notícias da reunião dos Libertines, a memória ainda fresca de Londres e do regresso que cada vez custa mais. O fim de semana possivelmente memorável e o tiro de partida que podia ter sido um tiro no pé mas as grandes coincidências cósmicas desta vez jogaram na minha equipa. Durante seis minutos estivemos todos juntos outra vez, a flutuar algures no Universo. Canções para dar o peito às balas e mais canções que querem sair disparadas do peito. É tudo o que eu acho que preciso agora. É tudo aquilo que eu quero precisar, pelo menos.
Sol, calor, capota aberta e discos a tocar aos berros. Notícias da reunião dos Libertines, a memória ainda fresca de Londres e do regresso que cada vez custa mais. O fim de semana possivelmente memorável e o tiro de partida que podia ter sido um tiro no pé mas as grandes coincidências cósmicas desta vez jogaram na minha equipa. Durante seis minutos estivemos todos juntos outra vez, a flutuar algures no Universo. Canções para dar o peito às balas e mais canções que querem sair disparadas do peito. É tudo o que eu acho que preciso agora. É tudo aquilo que eu quero precisar, pelo menos.
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