Dúvida olímpica
O Walter Dix e o Tyson Gay dormem no mesmo quarto na aldeia olímpica?
Quando este blog começou ainda nenhum de nós aparecia na imprensa escrita. terumblogegay@gmail.com
15.8.08
8.8.08
Heart alpinism
Um ano. Senti mais do que muita gente sente numa vida inteira.
A esperança irracional contra tudo o que dizia "não chegas lá acima", porque tinha a certeza que no cimo da montanha estava tudo o que sonhei. Só isso fazia valer a pena a escalada e esquecer as pequenas quedas e mazelas ao longo da subida.
A descoberta de que tinha um coração, ou qualquer coisa que me queria saltar fora do peito ao ouvir a voz, ler uma mensagem, ouvir certas canções, saber que do outro lado também havia alguém para quem o significado da vida poderia estar escondido algures numa canção lamechas.
"Soulmate."
As noites em que o Universo tinha um centímetro a mais, e isso correspondia a quedas em abismos, mas continuava a haver uma escalada por fazer.
O dia em que a expansão do Universo se inverteu à porta do Beer Hunter, o tal centímetro a mais desapareceu e o pico da montanha ficou à distância de só mais um beijo.
"Bastard!"
"Déjà vu?"
"A Grande Ordem Cósmica não podia ser em vão."
A escolha de apanhar um avião para chegar ao pico, e a subsequente queda, sem direito a "parachute". Os ossos todos partidos, a falha de órgãos vitais, primeiro o coração, depois o cérebro.
Um ano.
Já sem gesso, reparo que ainda tenho vestido o equipamento de escalada.
Um ano. Senti mais do que muita gente sente numa vida inteira.
A esperança irracional contra tudo o que dizia "não chegas lá acima", porque tinha a certeza que no cimo da montanha estava tudo o que sonhei. Só isso fazia valer a pena a escalada e esquecer as pequenas quedas e mazelas ao longo da subida.
A descoberta de que tinha um coração, ou qualquer coisa que me queria saltar fora do peito ao ouvir a voz, ler uma mensagem, ouvir certas canções, saber que do outro lado também havia alguém para quem o significado da vida poderia estar escondido algures numa canção lamechas.
"Soulmate."
As noites em que o Universo tinha um centímetro a mais, e isso correspondia a quedas em abismos, mas continuava a haver uma escalada por fazer.
O dia em que a expansão do Universo se inverteu à porta do Beer Hunter, o tal centímetro a mais desapareceu e o pico da montanha ficou à distância de só mais um beijo.
"Bastard!"
"Déjà vu?"
"A Grande Ordem Cósmica não podia ser em vão."
A escolha de apanhar um avião para chegar ao pico, e a subsequente queda, sem direito a "parachute". Os ossos todos partidos, a falha de órgãos vitais, primeiro o coração, depois o cérebro.
Um ano.
Já sem gesso, reparo que ainda tenho vestido o equipamento de escalada.
5.8.08
Heineken in the UK
Dois membros deste blog foram a Paredes de Coura. Até o pseudo-punk dos dois saiu do pseudo-moshpit dos Sex Pistols a exclamar "fraude!", portanto nem me dou ao trabalho de dizer mais nada que não seja gasolina para a fogueira. Vi o fantasma da Rainha-Mãe a fazer de Johnny Rotten. Uma velhinha querida a esforçar-se por parecer um punk semi-enresinado, que dispara uns fucks e uns shits em direcção ao técnico de monição para cumprir a quota de vernáculo obrigatória. Invasão de palco e o punkmeister-gone-granny põe voz de professora primária e exclama "respeeeeeeect! always respeeeeeeeeeeeeect!" Coninhas is the new punk?!
E se no dia dos Sex Pistols o concerto que mais me fez bater o pé (e esse foi o pico musical de emoção na 5ª) foram os X-Wife, dá para ter uma ideia da medianidade da coisa...
E se alguém disser que eu saltei e dancei durante cerca de três horas na 6ª, eu atiço os cães. Rakes com um set de quem assume que meteu a pata na argola com o segundo álbum: tocaram o primeiro quase na íntegra. E foi do caraças. Cantor com a cara do Tim Wheeler dos Ash, fisionomia do Jarvis Cocker e tiques de quem está com pressa de sair dali a correr para o Trumps. I came here for the music anyway.
Os Editors estão cada vez mais competentes, cada vez mais stadium-friendly, cada vez mais Coldplay (agora que os Coldplay estão cada vez mais U2), cada vez mais enfadonhos. Next!
Primal Scream. Terceira vez que os vejo. Mauzinho q.b. na primeira parte dos Stones em Coimbra, empolgante no palco secundário do Hyde Park Calling há dois anos. Outra vez ao ar livre, o que sairá dali? Saiu uma tareia monumental. Do Jailbird, Rocks e Movin' On Up dos primórdios cada vez mais a rasgar até ao novo álbum (o álbum pop?), com escala na rave Swastika Eyes e Shoot Speed/Kill Light. Bónus adicional I'm Losing More Than I'll Ever Have, desenterrado dos confins do raio que os parta, de joelhos mas a flutuar dois ou três palmos acima do chão. Já pude abandonar o festival sem dar o dinheiro como mal-gasto. Encore? Mas qual encore? O Mani está cheio de sede!
Dois membros deste blog foram a Paredes de Coura. Até o pseudo-punk dos dois saiu do pseudo-moshpit dos Sex Pistols a exclamar "fraude!", portanto nem me dou ao trabalho de dizer mais nada que não seja gasolina para a fogueira. Vi o fantasma da Rainha-Mãe a fazer de Johnny Rotten. Uma velhinha querida a esforçar-se por parecer um punk semi-enresinado, que dispara uns fucks e uns shits em direcção ao técnico de monição para cumprir a quota de vernáculo obrigatória. Invasão de palco e o punkmeister-gone-granny põe voz de professora primária e exclama "respeeeeeeect! always respeeeeeeeeeeeeect!" Coninhas is the new punk?!
E se no dia dos Sex Pistols o concerto que mais me fez bater o pé (e esse foi o pico musical de emoção na 5ª) foram os X-Wife, dá para ter uma ideia da medianidade da coisa...
E se alguém disser que eu saltei e dancei durante cerca de três horas na 6ª, eu atiço os cães. Rakes com um set de quem assume que meteu a pata na argola com o segundo álbum: tocaram o primeiro quase na íntegra. E foi do caraças. Cantor com a cara do Tim Wheeler dos Ash, fisionomia do Jarvis Cocker e tiques de quem está com pressa de sair dali a correr para o Trumps. I came here for the music anyway.
Os Editors estão cada vez mais competentes, cada vez mais stadium-friendly, cada vez mais Coldplay (agora que os Coldplay estão cada vez mais U2), cada vez mais enfadonhos. Next!
Primal Scream. Terceira vez que os vejo. Mauzinho q.b. na primeira parte dos Stones em Coimbra, empolgante no palco secundário do Hyde Park Calling há dois anos. Outra vez ao ar livre, o que sairá dali? Saiu uma tareia monumental. Do Jailbird, Rocks e Movin' On Up dos primórdios cada vez mais a rasgar até ao novo álbum (o álbum pop?), com escala na rave Swastika Eyes e Shoot Speed/Kill Light. Bónus adicional I'm Losing More Than I'll Ever Have, desenterrado dos confins do raio que os parta, de joelhos mas a flutuar dois ou três palmos acima do chão. Já pude abandonar o festival sem dar o dinheiro como mal-gasto. Encore? Mas qual encore? O Mani está cheio de sede!
30.7.08
21.7.08
Telegraphy for dummies
Estou bem. Desde que não tenha que pensar. Nem ver. Nem sentir. Maybe there's a god above but all I ever learned from love is how to shoot at someone who outdrew you. Boa política, keep it up. Já tenho mais duas ou três coisas para contar aos netos que não irei ter, se os gajos quiserem saber que eu vi o Bob Dylan e está visto, vi o Neil Young e foi dos melhores concertos da minha vida com direito a cover de Beatles e seis cordas estraçalhadas, vi o Leonard Cohen e passei três horas com pele de galinha à pala dum cabrão dum velho de 73 anos que inicialmente só fui ver por achar que o gajo definha primeiro que eu e agora já não tenho a certeza. E vi os Spiritualized e fiquei contente por não fazerem o concerto que eu queria que tivessem feito. O trabalho continua a libertar, e soa cada vez melhor, e qualquer pessoa no seu perfeito juízo quereria fazer isto todos os dias para o resto da vida, que um dia passado em casa é um dia de paranóia e de qualquer maneira não há cá ninguém à espera. Seis dias no Canadá sem telemóvel foram uma maravilha, mas comprei um cartão lá e fiz merda na mesma. Livrei-me de um mal sem ir para a clínica mas não me livro do outro sem ir à bruxa. Claro que estou bem, que raio de pergunta essa...
Estou bem. Desde que não tenha que pensar. Nem ver. Nem sentir. Maybe there's a god above but all I ever learned from love is how to shoot at someone who outdrew you. Boa política, keep it up. Já tenho mais duas ou três coisas para contar aos netos que não irei ter, se os gajos quiserem saber que eu vi o Bob Dylan e está visto, vi o Neil Young e foi dos melhores concertos da minha vida com direito a cover de Beatles e seis cordas estraçalhadas, vi o Leonard Cohen e passei três horas com pele de galinha à pala dum cabrão dum velho de 73 anos que inicialmente só fui ver por achar que o gajo definha primeiro que eu e agora já não tenho a certeza. E vi os Spiritualized e fiquei contente por não fazerem o concerto que eu queria que tivessem feito. O trabalho continua a libertar, e soa cada vez melhor, e qualquer pessoa no seu perfeito juízo quereria fazer isto todos os dias para o resto da vida, que um dia passado em casa é um dia de paranóia e de qualquer maneira não há cá ninguém à espera. Seis dias no Canadá sem telemóvel foram uma maravilha, mas comprei um cartão lá e fiz merda na mesma. Livrei-me de um mal sem ir para a clínica mas não me livro do outro sem ir à bruxa. Claro que estou bem, que raio de pergunta essa...
7.7.08
Just my thoughts...just about something else
"It reminded me how great we were together and how much unfinished business there is. As to whether we could get back together, it's a big 'Maybe'. It's a question that follows me around constantly. Some schoolkid will ask, 'When are you getting back together?' I'm thinking, 'Do you really think this is something I haven't given a lot of thought to?'"
A) Carl Barat sobre os Libertines
ou
B) Eu sobre...aah, nevermind.
"It reminded me how great we were together and how much unfinished business there is. As to whether we could get back together, it's a big 'Maybe'. It's a question that follows me around constantly. Some schoolkid will ask, 'When are you getting back together?' I'm thinking, 'Do you really think this is something I haven't given a lot of thought to?'"
A) Carl Barat sobre os Libertines
ou
B) Eu sobre...aah, nevermind.
29.6.08
21.6.08
20.6.08
Ideia para o próximo seleccionador
Para mim o requisito máximo para o próximo seleccionador de Portugal, não falar português (com ou sem "sotaque"), nem ter ambição, ou ser respeitado pelos jogadores. Para mim, o requisito máximo é saber do real valor do Ricardo e enconstá-lo. Muito menos pensar em convocá-lo.
Mais um jogo e voltou a mostrar o seu valor. Só mesmo quem não quer ver é que percebe que o Ricardo não é um bom guarda-redes. Na volta, nem sequer guarda-redes. Veja-se a estatística: Ricardo (2007/2008), em todas as provas, 42 jogos - 59 sofridos. Não vale a pena bater mais no "ceguinho", não é?
P.S.: Vejam fotos das diversas saídas de entre os postes deste nosso guarda-redes. Sair de olhos fechados, digo eu que nem jogo muito à bola, não ajuda. Digo eu.
10.6.08
7.6.08
2.6.08
Living for History
Amanhã começo a fazer algo que me faz ficar feliz por estar aqui, depois de tudo o que aconteceu dentro e fora da minha cabeça nos últimos meses. Não sei se será histórico para alguém além de mim, mas vou atirar-me como se a minha vida dependesse disto. No fundo depende...não sei fazer mesmo mais nada.
Amanhã começo a fazer algo que me faz ficar feliz por estar aqui, depois de tudo o que aconteceu dentro e fora da minha cabeça nos últimos meses. Não sei se será histórico para alguém além de mim, mas vou atirar-me como se a minha vida dependesse disto. No fundo depende...não sei fazer mesmo mais nada.
30.5.08
Musicology
Estranho como, em termos musicais, a diferença de opiniões pode ser completamente antagónica. Ainda mais estranha num mesmo grupo. Passo a exemplificar: Numa das várias partilhas de músicas, mails e afins, chegou a vez de eu testar Les Boréades. Um grupo que decidiu tocar temas dos Beatles, mas com instrumentos do Barroco.
As seguintes opiniões foram expressadas:
- Passaste-te??? O disco que me enviaste é pior coisinha que ouvi nos últimos 30 anos.
Contando com os Europe e com os Scorpions e tudo o mais. Mas fica a boa vontade. Não envies mais nada ;) Obrigado.
- Estou a curtir... é barroco mas faz-me lembrar os LP's do Paul Mauriat que o meu pai ouvia :-)
Conclusões a tirar: Não voltar a mandar músicas a pessoas que penso que vão gostar, ou mostrar interesse por ser algo diferente. Accounts pelos vistos têm uma faceta muito diferente por baixo do fato que usam todos os dias.
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