27.10.08

Como tudo muda

Quem não se lembra do célebre anúncio da Budweiser Wassup? O Tempo não para para ninguém, e os rapazinhos cresceram um bocadinho. Uns com mais sorte que outros, mas a paródia continua. Independentemente dos azares, no final há um sinal de mudança... 



Tão bem que funciona a comunicação política Americana!

26.10.08

She took my heart, I think she took my soul



Kings of Leon - Closer

25.10.08

O meu sonho #19112008

Birthday gift for my sweetheart the drunk:



...e à saída do concerto, num jardim de Londres, voltar a ouvir a frase "bora casar?".
Me in someone else's words

(...) a bit dull — marriage material. I think they figure that with types like me they can return later, after they've been for a spin around the block. (...) [They] think they can go out and have all the of fun in the world and then come home to some schmuck like me (...)

Douglas Coupland - Shampoo Planet (pág.39)

23.10.08

Quero uma pena assim

Não só quero uma pena assim, como também tirar proveito dos crimes. Aliás, desde quanto ter amantes e enriquecê-las é crime? É apenas uma natural consequência do casamento. Agora expliquem-me, como é que isto vai funcionar? Disseram-lhe algo do género: "A sua sentença é a morte. Vai morrer... mas não é já"!
Ou será que os chineses são mais perversos do que isso, e o que vai estar suspenso vão ser mesmo as perninhas do homem?


21.10.08

Ask me anything

10.10.08

God is nowhere / God is now here

Punch-drunk truth

Confundir sensibilidade com maturidade. O maior erro da minha vida.

7.10.08

New entrances to the hate list

Andrew Loog Oldham: pelas piadinhas de merda na entrevista à Q sobre os Verve e o Bittersweet Symphony também podia juntar-se ao Rui Patrício e ir ordenhar um porco.

Eavis family: por terem recusado um concerto dos Pink Floyd na edição deste ano de Glastonbury. Preferiram o Jay Z. Espertos...

6.10.08

Dirty Job



O antigo guarda-redes dinamarquês do Sporting, o lendário Peter Schmeichel, estreia-se este domingo como apresentador da série intitulada "Trabalho sujo" do Discovery Channel.

Como o nome indica, estes programas são dedicados às profissões mais difíceis da Europa, sendo que estas novas seis emissões estão adstritas aos trabalhos e indústrias menos conhecidas do velho Continente.

Todas as semanas o ex-futebolista será o guia do canal por cabo, partindo numa incursão por novos lugares. Neste contexto, junta-se literalmente a profissionais como taxidermistas, criadores de porcos, limpadores de esgotos, ou tratadores de lixo nas suas árduas e pouco invejadas tarefas.

Durante seis semanas, aos domingos, pelas 20.20 horas, poder-se-á acomapanhar Schmeichel nas suas aventuras por países como Dinamarca, Polónia, Holanda e Bélgica, França, Rússia e Itália.

(in JN)


Por mim, se me propusessem uma troca do tipo Schmeichel de volta à baliza do Sporting (mesmo com quase 50 anos) e mandar o Rui Patrício bater punhetas a porcos, não pensava duas vezes.

2.10.08

Working thought

Ao ver os efeitos do iTunes ponho-me a pensar: "Como é que uma fórmula matemática (que dizem ser uma ciência exacta), cria um cálculo aleatório para produzir um efeito visual?"

Será que ando a trabalhar de mais? Ou porque tenho tempo para pensar nestas coisas, é exactamente o contrário?

28.9.08

Resposta hedonista ao post anterior *

Tenho uma vida óptima, não acredito no amor. Quer dizer, eu acredito no amor. Aquele que as mulheres sentem por mim. Não sou amigo de nenhuma, amigo é quem atura TPM. Eu não aturo TPM, ela tem amigos de óculos para isso.
Chegar aos 26 sem namorada não só é natural, como é um estilo de vida. A culpa, claro, não é delas. Se dependesse delas eu já estaria gordo, com uma cerveja na barriga, a atuar remungos, tendo de assistir telenovelas para encontrar assunto.
Eu não sou dos rapazes mais lindos, mas isso pouco importa. Dinheiro também não importa, mal tenho para a passagem do autocarro. Mas tenho atitude, e é isso que elas tanto procuram. E nunca se compra representes às raparigas, sem ter recebido um maior e mais caro antes.
Se aparecer com cabelo branco, está tudo terminado.
O tempo cura todas as feridas. E não ganhas nada de raparigas.

* exercício de estilo puramente ficcional

26.9.08

Crash-c(o)urse in life-as-usual

Vive sóbrio. Pensa saudável. Vai finalmente conhecer o inimigo. Dá-lhe um abraço, já agora. Sê o melhor amigo da mulher com quem sonhas passar o resto da vida. Sê a melhor amiga dela também. Contempla o primeiro cabelo branco com um sorriso nos lábios, o mesmo sorriso com que vês o resto da tua juventude a fugir e tu sem nunca teres tido ninguém com quem partilhá-la. Continua a acreditar em contos de fadas. Mesmo sabendo que isso não existe. Não para ti. Pensa que chegar aos 26 sem namorada é normal, como foi aos 20, e vai ser aos 30, 40, por aí fora. Ou não. Há por aí tanto camafeu a quem tu serves perfeitamente. Que é o que tu mereces. Achas que o problema é teu? Ela é que é estúpida. Mas tu és lindo. Inteligente. Encantador. Por isso mesmo é que nunca ninguém te pegou. Tenta um dia ir às putas. Vê como até elas dizem que de repente tiveram uma chamada divina e têm que ir a correr internar-se num convento no Bangladesh. Já agora, dá-lhes boleia para o aeroporto. Reprime a sede de sangue ao imaginares o feliz casalinho quando "estão juntos". Ela com o perfume que tu descobriste apenas e só para ela. Ele a lambuzar-se no perfume e em tudo o resto. Pede a Deus-Nosso-Senhor uma supermodelo da próxima vez. Já que não vais ter nada na mesma, ao menos estica-te a pedir. Deixa de gostar de música. E muda de emprego, também. Ou então torna-te fã de doom-metal, ou folclore do Burkina Faso. Volta a Nova Iorque. Ganhaste tanta coisa sempre que lá foste. Acolhe toda a merda que fizeste e o arrependimento subsequente como um velho amigo que te salvou a vida. És um amor. Mas nunca o terás. Relaxa. Tens uma vida óptima.

17.9.08

The Great Gig in the Sky

O Rick Wright já está a fazer soundcheck com o Syd. Explodiu-me mais um sonho nas mãos: ver a formação do Dark Side of the Moon ao vivo. Não do lado de cá.

16.9.08

It's up to me now

Chegar a NY, descarregar a mala e sair a correr para ver os Kooks na Apple Store do SoHo. Regresso a casa com mail da Ticketmaster na caixa a dizer que por um erro deles os meus bilhetes para ver Oasis tinham sido cancelados. Desespero. Com meia dúzia de ameaças ao longo de 48 horas, são-me devolvidos, cerca de cinco minutos antes do anúncio oficial do cancelamento do concerto. Se não estivesse tão habituado a ter que lidar com desilusões monstruosas, matava alguém. Prémio de consolação: dois concertos fabulosos do Paul Weller, o segundo numa sala pouco maior que o Alquimista, com a cereja no topo do mal menor Come On/Let's Go aos saltos com o Liam, a berrarmos a letra na tromba um do outro. Saída para uma festa de couchsurfing. Um gajo que diz que consegue definir todos os momentos da vida por canções dos Radiohead desaparece com uma miúda que fala de Bright Eyes e Death Cab for Cutie. No zodíaco musical estas duas espécies estão destinadas a one-night stands sem significado para a parte feminina da questão.. De repente são 6 da manhã e eu e o meu novo melhor amigo dessa noite, um francês que ia comprar uma Les Paul de 68, estamos a tocar Black Rebel Motorcycle Club e Libertines num pátio com mais 30 pessoas e os vizinhos ameaçam chamar a polícia. Boredom killer: subir pelas escadas de emergência dum prédio de 20 andares para ver o nascer do sol.

Ressaca de diversão: a sensação que se segue a uma noite anormalmente divertida. Caracteriza-se por um estado semi-depressivo alimentado por pensamentos do tipo "isto foi das noites mais memoráveis da minha vida. Durante meses (ANOS!) não me vou voltar a divertir assim! Que merda!"

Outras notas de destaque: um clube chamado Lit, um buraco de 2 andares com malta à la Lux, onde passa desde Radiohead a Bonnie Tyler, passando por Smiths (Stop Me If You Think You've Heard This One Before, the "soulmate" song), The Cure e Television. À saída passar na Apple Store para arranjar o iPhone às 5 da manhã. The city that never sleeps, eh? No dia seguinte alugar uma bicicleta e tentar voltar a andar, 9 anos depois, logo pela 5a Avenida e Broadway abaixo. Sem capacete. Sem amor à vida. Sem preocupações de destaque. Raro. Fantástico. Central Park South com o trânsito encalacrado, carros parados, pessoas a ocupar 2 faixas de rodagem, polícia, câmaras de televisão. A Céline Dion a sair dum hotel. Get a life y'all! À noite house-party dum amigo duma amiga que é o melhor amigo do ex dela. São todos bailarinos, um deles é igual ao gajo dos Scissor Sisters. A noite acaba com metade dos convidados a dançar o Lago dos Cisnes ao som de Sonic Youth e afins, a outra metade já com as mãos por dentro das calças uns dos outros, ex-namorado da minha amiga incluído. Hora de fugir. Para o outro lado do oceano, onde desta vez não perdi ninguém. Para variar. Também não tinha para perder, diga-se.

5.9.08

The subway is a porno and the pavements they are a mess

O regresso está próximo. Ao local do crime. De todos os crimes.

3.9.08

The painful art of settling for less

Hoje tive uma conversa. Uma história sobre uma espinha encravada em duas gargantas. Há quarenta anos. As mulheres têm a arte de matar de sofrimento os homens que só as querem fazer felizes, o que leva os homens a terem que se contentar com menos. Às vezes durante toda uma vida. E alimentar uma esperança semi-secreta de que nunca seja tarde demais. Cada um segue o seu caminho, ambos vivem e casam com quem não amam da mesma maneira, e têm filhos e se calhar projectam neles o amor que guardaram numa arrecadação mental sombria por não terem podido dá-lo a quem realmente deviam. Sim, as mulheres em questão também...talvez por uma questão de justiça kármica, de devolução da frustração induzida outrora. E a cada reencontro que a vida proporciona, chocalham os alicerces de gente já crescida, fazem-se jogos e testes à expugnabilidade das circunstâncias. O amor negado é provavelmente o animal de estimação de maior longevidade. Uma solidão que acompanha talvez eternamente. Procura-se reconforto em outros lugares. Talvez se encontre, mas entre o reconforto e o conforto vai a distância de um mal menor a uma perfeição.
Egoismo? Masoquismo? Irreversível?
Há dias disse por escrito o que sussurro a um microfone de telemóvel no segundo em que uma chamada termina. Tantas vezes que já perdi a conta. Fugi ao acabar de escrevê-lo. Enviei uma letra duma canção por mensagem. Tive como resposta "estava a ouvir isso". Grande Ordem Cósmica for beginners, aqui está um exemplo inequívoco.
Mas a perspectiva de quarenta anos, comparada com os meus nove meses aliviam o peso do fardo. Um aleijado sente-se melhor quando vê ou ouve falar de alguém mais aleijado ainda. Outro factor igualmente abominável da natureza humana. Ainda vou a tempo de viver alguma coisa, casar com alguém que não ame só pelo medo de nem sequer poder ficar para tio, aparentar uma certa felicidade, ser bom naquilo que faço e espremer toda a satisfação que isso me possa dar. Sorvê-la avidamente até que me faça esquecer um vazio. Até que me anestesie a dor de uma espinha encravada na garganta. Uma faca espetada no coração.

31.8.08

Aforismo

Dá Deus a mariscada a quem só quer cuspir no prato. O urso da mesa do lado pagou a conta ao início e fodeu-se.

29.8.08

"Abra as pernas, sff!"


Esta vai passar a ser uma expressão comum, na vida dos Nova Iorquinos,
especialmente aqueles que se atrevem a andar de bicicleta. A história
é fácil, artista/designer, re-inventa as barras para prender as
bicicletas. Caso queiram ver as outras, é seguir o link.

Prático não é?

28.8.08

E para acabar a noite, duas das que já não se fazem

A melhor rock&roll love song de sempre:


E uma das melhores canções de sempre:
Welcome back #2





Welcome back #1

18.8.08

Heart Poll

O que magoa mais: Perder pela inércia, ou pela acção, acabar por afastar a pessoa?

15.8.08

Dúvida olímpica

O Walter Dix e o Tyson Gay dormem no mesmo quarto na aldeia olímpica?

8.8.08

Lessons in lovelessness

Mais difícil e raro do que encontrar A pessoa, é ser igualmente encontrado. A reciprocidade é uma probabilidade de 2 em 6 biliões. Deus deve ser isso. E os milagres, e todas essas merdas em que me recuso a acreditar. Por falta de provas.
Heart alpinism

Um ano. Senti mais do que muita gente sente numa vida inteira.
A esperança irracional contra tudo o que dizia "não chegas lá acima", porque tinha a certeza que no cimo da montanha estava tudo o que sonhei. Só isso fazia valer a pena a escalada e esquecer as pequenas quedas e mazelas ao longo da subida.
A descoberta de que tinha um coração, ou qualquer coisa que me queria saltar fora do peito ao ouvir a voz, ler uma mensagem, ouvir certas canções, saber que do outro lado também havia alguém para quem o significado da vida poderia estar escondido algures numa canção lamechas.
"Soulmate."
As noites em que o Universo tinha um centímetro a mais, e isso correspondia a quedas em abismos, mas continuava a haver uma escalada por fazer.
O dia em que a expansão do Universo se inverteu à porta do Beer Hunter, o tal centímetro a mais desapareceu e o pico da montanha ficou à distância de só mais um beijo.
"Bastard!"
"Déjà vu?"
"A Grande Ordem Cósmica não podia ser em vão."
A escolha de apanhar um avião para chegar ao pico, e a subsequente queda, sem direito a "parachute". Os ossos todos partidos, a falha de órgãos vitais, primeiro o coração, depois o cérebro.
Um ano.
Já sem gesso, reparo que ainda tenho vestido o equipamento de escalada.
Conclusão precipitada

Os Wolfmother têm um contrato de banda diferente.

5.8.08

Heineken in the UK

Dois membros deste blog foram a Paredes de Coura. Até o pseudo-punk dos dois saiu do pseudo-moshpit dos Sex Pistols a exclamar "fraude!", portanto nem me dou ao trabalho de dizer mais nada que não seja gasolina para a fogueira. Vi o fantasma da Rainha-Mãe a fazer de Johnny Rotten. Uma velhinha querida a esforçar-se por parecer um punk semi-enresinado, que dispara uns fucks e uns shits em direcção ao técnico de monição para cumprir a quota de vernáculo obrigatória. Invasão de palco e o punkmeister-gone-granny põe voz de professora primária e exclama "respeeeeeeect! always respeeeeeeeeeeeeect!" Coninhas is the new punk?!

E se no dia dos Sex Pistols o concerto que mais me fez bater o pé (e esse foi o pico musical de emoção na 5ª) foram os X-Wife, dá para ter uma ideia da medianidade da coisa...

E se alguém disser que eu saltei e dancei durante cerca de três horas na 6ª, eu atiço os cães. Rakes com um set de quem assume que meteu a pata na argola com o segundo álbum: tocaram o primeiro quase na íntegra. E foi do caraças. Cantor com a cara do Tim Wheeler dos Ash, fisionomia do Jarvis Cocker e tiques de quem está com pressa de sair dali a correr para o Trumps. I came here for the music anyway.

Os Editors estão cada vez mais competentes, cada vez mais stadium-friendly, cada vez mais Coldplay (agora que os Coldplay estão cada vez mais U2), cada vez mais enfadonhos. Next!

Primal Scream. Terceira vez que os vejo. Mauzinho q.b. na primeira parte dos Stones em Coimbra, empolgante no palco secundário do Hyde Park Calling há dois anos. Outra vez ao ar livre, o que sairá dali? Saiu uma tareia monumental. Do Jailbird, Rocks e Movin' On Up dos primórdios cada vez mais a rasgar até ao novo álbum (o álbum pop?), com escala na rave Swastika Eyes e Shoot Speed/Kill Light. Bónus adicional I'm Losing More Than I'll Ever Have, desenterrado dos confins do raio que os parta, de joelhos mas a flutuar dois ou três palmos acima do chão. Já pude abandonar o festival sem dar o dinheiro como mal-gasto. Encore? Mas qual encore? O Mani está cheio de sede!

30.7.08

No god, only religion

22.7.08

Equation for history

X-7. Em que X é o valor do post imediatamente abaixo. Em princípio.