7.7.09

Note to self

És uma merda. Desprezível. Dispensável. Ridículo. Um "otário". Fizeste tudo o que podias fazer. Quando não soubeste o que fazer mais, inventaste. E tudo o que fizeste vale zero. Todo o amor que tens por ela não chega. Toda a pureza quase adolescente do que sentes e pensas e fazes não é adequada. Toda a esperança férrea de reclamar o que perdeste sem sequer saber como, de resgatar de volta aquele sorriso que podia derreter uma galáxia inteira, é indesejável.
Mas tem piada, vindo de outro lado qualquer, até serve. Qualquer rato de esgoto te salta à frente na fila, não percebeste isso? Porque pode. Porque é mesmo assim. E agora? Entras no leilão ou ficas a ganir a um canto? Desatas ao estalo ou dás murros na tua própria cabeça? Dás todos os dias às 3:51 beijinhos naquela foto que só tu tens e que é a foto mais linda alguma vez tirada na história da Humanidade e sussurras "amo-te", ou escreves o nome dela com uma faca no braço até sangrar? Nem para isso tens coragem. Cobarde de merda. Ai andas a ouvir Elliott Smith? Então imita o gajo duma vez por todas! Não custa nada. E ela fica com mais uma coisa para gozar contigo no intervalo de dois beijinhos a outro animal rastejante qualquer. És insubstituível, ninguém fica tão bem como tu no caixote do lixo. Consegues ser ligeiramente pior de se ter do que um cancro. Habitua-te. Ou não.

2 comentários:

Anónimo disse...

uau. that's a whole lot of self-loathe :o

shall we call it carismatic eyebrows? disse...

apanha uma bebedeira que isso passa... a nao ser que tenhas um pancreas de velcro =)